Um beijo na bochecha, um beijo na testa, pegar no colo, passar a mão na cabeça — tudo isso sem a permissão da mãe ou do pai. Você já parou para pensar que muita gente acha que pode encostar numa criança só porque ela é pequena e fofinha?
O toque que parece carinho, mas é invasão
Naturalizamos tanto o toque em crianças que achamos tudo isso carinhoso. Mas a verdade é que é invasivo. A criança não pediu, os pais não autorizaram, e mesmo assim muitos adultos se sentem no direito de fazer.
Além da questão emocional, existe um risco real de saúde: crianças, principalmente bebês, costumam ter a imunidade mais baixa. Um simples beijo pode ser responsável por transmitir um vírus que para o adulto é inofensivo, mas para o bebê pode ser grave.
A mensagem que a criança recebe
Quando deixamos isso acontecer ou simplesmente rimos da situação, estamos ensinando algo muito perigoso à criança: que o corpo dela não é só dela e que um adulto pode tudo.
É a partir dessa normalização que a violência começa a tomar espaço. A criança que aprende desde cedo que não pode recusar um toque é uma criança mais vulnerável.
Se não aceitamos para nós, por que aceitar para eles?
Pense por um momento: você aceitaria que um desconhecido viesse te abraçar, beijar ou passar a mão na sua cabeça sem sua permissão? Provavelmente não. Então por que toleramos esse tipo de coisa com as crianças?
Não é carinho. É desrespeito e violência — mesmo quando vem disfarçado de boas intenções.
Respeitar é ensinar o direito de escolha
Respeitar uma criança é ensinar que ela tem sim o direito de escolha sobre o próprio corpo. Que ela pode recusar um abraço quando não se sentir confortável — e que isso não é falta de educação, é autopreservação.
Criança não é pública. O corpo dela pertence a ela. E cabe a nós, adultos, garantir que esse limite seja respeitado desde o primeiro dia.
Você já passou por uma situação assim? Conta nos comentários a sua experiência.


Maria S.
São Paulo, SP
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